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sexta-feira, 15 de abril de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE MÁQUINAS PARA ENSAIO DE METAIS

Quando se pensa na classificação de máquinas de imediato se imagina que a mesma se dê ou no Capítulo 84 ou no Capítulo 85.
Essa impressão fica mais forte quando se diz que a máquina pode chegar a pesar algumas centenas de quilos ou toneladas.
Este tipo de problema, isto é, estabelecer uma hipótese de classificação (veja Método de Classificação nos marcadores deste blog) com viés para um ou mais Capítulos é muito comum quando o conhecimento da mercadoria a classificar é insuficiente (como sei pouco sobre a mercadoria, mas conheço a Nomenclatura, então o classificador corre o risco continuado de atrelar o termo máquina a um ou mais Capítulos).
A maneira de evitar isto é respeitar o Princípio da Plena Identificação de Mercadoria (a Classificação de Mercadorias exige que o objeto merceológico apresente-se adequadamente desvendado, é dizer, conhecido naquelas características, propriedades e funções necessárias a sua classificação, de tal modo que a mesma possa ser levada a termo com sucesso e acerto).
Vamos ver o caso das máquinas para ensaiar metais.
Essas máquinas, que se classificam na posição 9024, são capazes de realizar ensaios de dureza, elasticidade, resistência à tração, à compressão, à flexão ou de outras propriedades mecânicas de metais.
A variedade dessas máquinas e aparelhos é enorme e compreende não só as máquinas de peso considerável, podendo atingir várias toneladas, de comando mecânico, hidráulico ou elétrico, mas também os aparelhos portáteis, e mesmo os aparelhos de bolso.
Algumas dessas máquinas são denominadas “universais”, haja vista que pela ação de dispositivos intercambiáveis, permitirem ensaios diversos (de dureza, tração, flexão, etc.). Embora em geral só operem quando necessário, algumas são concebidas para funcionar automática ou semiautomaticamente, no caso, por exemplo, de ensaios sobre produtos fabricados em série.
Há diversos tipos de máquinas e aparelhos conforme o tipo de ensaio a realizar, como por exemplo:
A) Ensaios de tração sobre peças de prova, barras, fios ou cabos, molas, etc. O ensaio de tração permite determinar um grande número de propriedades essenciais do metal, especialmente a elasticidade e a carga de ruptura. As máquinas que efetuam estes ensaios são de tipos muito variados, verticais ou horizontais, de dispositivo de tração de parafuso sem fim ou hidráulico; mas, esquematicamente, compõem-se de duas mandíbulas entre as quais se coloca uma amostra do metal a ensaiar.
B) Ensaios de dureza sobre peças de prova, barras, peças usinadas, etc., entendendo-se por dureza de um metal a resistência que este opõe à penetração. Distinguem-se especialmente:
1) Ensaio por marca de esfera (esfera de aço duro ou de carboneto metálico) - ou ensaio de Brinell. Obtém-se a marca, conforme as máquinas, por meio de uma alavanca, mola ou pistão, que exercem progressivamente pressão sobre a esfera, isto é, sem choques nem percussões repetidas; mede-se o diâmetro desta marca no microscópio.
2) Ensaio por marca de uma ponta de diamante, quer pelo método Rockwell (medida da profundidade da penetração da ponta pelo comparador de quadrante), quer pelo método Vickers (determinação pelo microscópio da dimensão da marca obtida). Existem outras variantes destes procedimentos (Monotron, Shore, Knoop, etc.) bem como aparelhos de ensaios de metais macios, que utilizam penetradores de aço (no caso, por exemplo, do método Rockwell); os três procedimentos acima mencionados podem ser realizados pela mesma máquina.
3) Ensaio por ricochete, realizado, por exemplo, por meio de aparelhos denominados escleroscópios ou esclerógrafos, que utilizam o princípio segundo o qual quanto mais duro for o metal maior será a altura do ricochete de um pequeno martelo, geralmente terminado em cone com ponta de diamante, que se deixa cair de uma altura determinada sobre a superfície da amostra a ensaiar.
4) Ensaio de dureza pelo pêndulo, baseado na observação das oscilações de um pêndulo (constituído, por exemplo, por um corpo de ferro fundido em forma de arco possuindo na sua parte central uma esfera de aço) que repousa sobre o corpo a ensaiar.
C) Ensaios de flexão.
1) Por choque, sobre barras, mesmo entalhadas, que assentam sobre dois apoios, realizados através de choques repetidos por um aparelho do tipo aríete (aríete de choque, aríete-pêndulo, etc.), no qual se utiliza a força de um pêndulo para provocar a fratura da amostra e determinar deste modo a sua resistência.
2) Por pressão (sobre barras, em especial) ou por deformação (no caso de molas).
D) Ensaios de embutidura, realizados em especial sobre metais em folhas, e consistindo em aplicar, no centro da amostra a ensaiar, um punção que termina geralmente por uma esfera de aço, a qual se pressiona progressivamente até a perfuração. Observa-se o aparecimento da primeira deformação e mede-se o esforço e a profundidade da deformação correspondente.
E) Ensaios de dobramento (para chapas, barras ou fios), de compressão ou de corte (utilizados para ferro fundido, especialmente).
F) Ensaios de fadiga de peças submetidas não apenas a esforços simples (como nos casos acima indicados) mas a esforços compostos e variáveis. Empregam-se, para este efeito, máquinas denominadas de flexão rotativa (em que as peças a ensaiar giram a grande velocidade), máquinas de torções por alternativas (em que os esforços trocam alternadamente de sentido) ou os aparelhos de funcionamento eletromagnético, por exemplo.
Cesar Olivier Dalston, www.daclam.com.br. Fonte: NESH.

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